"A flor também é ferida aberta;
E não se vê chorar."
Chico
Meus esconderijos, estrategicamente calculados, formaram um labirinto em que me perdi. Usei todas as saídas que conhecia. Subjuguei meu sentimento e enalteci o seu, mas são todos tão frágeis agora. Consigo imaginá-los como redomas de um vidro fino, quase intocável, como uma luta desmedida contra o rompante de querer te alcançar. Uma necessidade de, também, te lançar à face todos os panos sem cores que usei para encobrir suas fraquezas. Como se nos seus erros existissem perdões para os meus.
Dessa vez perdi o time, e não seria ilustre dizer que me mantive tão criança à ponto de deixar que seus atos se tornassem meu espelho. Não há mais o que explicar. Talvez eu pudesse argumentar dizendo que demorei muito tempo para te conhecer, outra parte para me mostrar e alguns dias de sua ausência para descobrir que o que conhecia não era você. E tudo isso parece mais um círculo dentro dos meus vícios.
Dessa vez perdi o time, e não seria ilustre dizer que me mantive tão criança à ponto de deixar que seus atos se tornassem meu espelho. Não há mais o que explicar. Talvez eu pudesse argumentar dizendo que demorei muito tempo para te conhecer, outra parte para me mostrar e alguns dias de sua ausência para descobrir que o que conhecia não era você. E tudo isso parece mais um círculo dentro dos meus vícios.
Percebi, então, que das suas reações que posso mensurar não há nada que eu saiba. Gastei tempo tentando contar nos dedos, naquele ato infantil de aprender a contar, mas antes mesmo de preencher uma mão, sentia algo subtraindo entre nós.
Falamos tanto sobre sermos dependentes que você conquistou seu refúgio, só se esqueceu de tirá-lo de mim.



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